construindo a JORNADA PARAENSE DE CINECLUBES
Belém, 15 de maio de 2010
Reunidos nos ii DIÁ-logos cineclubistas – construindo a jornada paraense de cineclubes, evento realizado no dia 15 de maio de 2010, no Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social, as entidades e organizações abaixo relacionadas decidiram o pela necessidade de realização da JORNADA PARAENSE DE CINECLUBES.
A Jornada Paraense de Cineclubes terá assegurada a ampla participação de representantes do poder público e da sociedade civil, podendo participar da mesma todos os REPRESENTANTES DE CINECLUBES, filiados ou não ao CNC - CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES BRASILEIROS, assim como os representantes de instituições públicas e particulares, entidades da sociedade civil e outras nas quais sejam desenvolvidas atividades de caráter cineclubista, inclusive com direito à VOZ & VOTO nas assembléias deliberativas;
Por atividades de caráter cineclubista entendem-se aquelas que são desenvolvidas mediante:
1. Compromisso cultural ou ético.
2. Estrutura democrática.
3. Sem fins lucrativos.
Para a organização e desenvolvimento de suas atividades, a Jornada Paraense de Cineclubes contará com uma COMISSÃO ORGANIZADORA escolhida no ii DIÁ-logos cineclubistas.
Dentro deste entendimento, foram aprovadas as seguintes propostas:
A data da Jornada Paraense de Cineclubes (22, 23, 24 e 25 de julho de 2010. Em Belém)
Os eixos temáticos :
· Integração estadual dos movimentos, ações e entidades cineclubistas /
· (Municipalização) das políticas públicas /
· Cadeia produtiva (formação, produção, difusão e distribuição) /
· Acesso, pesquisa, preservação e memória /
· Povos e comunidades tradicionais
A COMISSÃO ORGANIZADORA da Jornada Paraense de Cineclubes escolhida no ii DIÁ-logos cineclubistas será composta por 6 (seis) representantes de instituições, entidades e grupos que desenvolvem atividades cineclubistas e com destacada no Estado do Pará.
A COMISSÃO ORGANIZADORA da Jornada Paraense de Cineclubes escolhida no ii DIÁ-logos cineclubistas será exercida pelas seguintes representações:
Representante de Ponto de Cultura – ANANIN (REDE JUVENIL)
Representante de Grupo formal – INSTITUTO NANGETU
Representante de Cineclube – Amazonas Douro
Representante de Entidades – ABDeC-Pará
Representante de Grupo Informal – APJCC
Representante do Governo – SECULT
A COMISSÃO ORGANIZADORA da Jornada Paraense de Cineclubes terá as seguintes tarefas para desempenhar imediatamente...
· Carta à Secult convidando para compor a Comissão Organizadora
· Carta ao Minc (+ Cultura) sobre Jornada
Compete à COMISSÃO ORGANIZADORA da Jornada Paraense de Cineclubes escolhida no ii DIÁ-logos cineclubistas:
I - coordenar, supervisionar e promover a realização da Jornada Paraense de Cineclubes;
II – propor a programação da Jornada Paraense de Cineclubes;
III - assegurar a lisura e a veracidade de todos os atos e procedimentos relacionados à realização da Jornada Paraense de Cineclubes;
IV - atuar junto às instâncias cineclubistas nacionais e aos gestores e instituições culturais brasileiras, formulando, discutindo e propondo as iniciativas referentes à organização da Jornada Paraense de Cineclubes;
V. mobilizar parceiros e entidades, no âmbito de sua atuação nos municípios, para preparação e participação na Jornada Paraense de Cineclubes;
VI. acompanhar o processo de sistematização das diretrizes e proposições da Jornada Paraense de Cineclubes;
VII. escolher convidados e observadores para participação na Jornada Paraense de Cineclubes;
VIII. dar cumprimento às deliberações da Jornada Paraense de Cineclubes;
IX. coordenar a divulgação da Jornada Paraense de Cineclubes;
X.- Criar Grupos de Trabalho para garantir a execução da Jornada Paraense de Cineclubes.
XII. Elaborar proposta de Regimento Interno da Jornada Paraense de Cineclubes.
XII.Elaborar a proposta de anteprojeto dos Estatutos da Federação Paraense de Cineclubes.
Os ii DIÁ-logos cineclubistas destacam ainda a presença colaborativa do coordenador de Rede do Programa Cine Mais Cultura, Rodrigo Bouillet, assim como dos representantes de cineclubes que vieram de outros municípios paraenses que não os da Região Metropolitana de Belém (“Boca da Mata”, de Redenção; e “Cruzeirinho”, de Soure). Do mesmo modo, reafirmam as reflexões e propostas apresentadas na CARTA DOS CINECLUBISTAS lançada pela altura dos i DIÁ-logos cineclubistas - A fala das práticas - Relatos de experiências e rodas de diálogos, evento livre, democrático e independente, realizado nos dias 17, 18 e 19 de agosto de 2009, que segue abaixo:
CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM
A experiência da troca de conteúdos e vivências proporcionada pela participação nos DIÁLOGOS CINECLUBISTAS trouxe para os seus participantes a certeza de que o CINECLUBE é um espaço de construção de aprendizados e diálogos democráticos e necessariamente uma ferramenta educativa capaz de formar consciências e culturas poéticas e visuais, pelas quais o ser humano pode vir a criar e a produzir um novo pensamento, assim como a arte na sua plenitude política e libertária.
Nesse sentido, nós, abaixo-assinados, realizadores, produtores e técnicos, atores e atrizes, cineclubistas, críticos e pesquisadores, exibidores e amantes do cinema, representantes de projetos e organizações resolvemos tornar pública a CARTA DOS CINECLUBISTAS, com o objetivo de refletir, compartilhar e sugerir idéias e propostas para fortalecer o cinema, o audiovisual e o cineclubismo no Estado do Pará.
CONSIDERANDO:
* Que a dimensão continental e a diversidade cultural amazônidas são fatores que devem ser referenciados de forma a que sejam rompidas as amarras impostas pelo processo colonizador que cria padrões culturais e mediáticos - internacional e nacional -, que dificulta o direito à produção do conhecimento pelos povos de nossa Região;
* Que a produção e a difusão audiovisual que considerem identidades e modos de vida na Amazônia são premissas básicas para que instauremos um processo de construção de novas perspectivas poéticas e visuais capazes de fazer frente às referências audiovisuais impostas pela indústria cultural;
* Que é inalienável o direito dos realizadores paraenses garantirem que os seus filmes sejam vistos pela comunidade, do mesmo modo que é também inalienável o direito do povo paraense e amazônida de ter acesso às obras cinematográficas e reflexões críticas produzidas na Região e no mundo;
* Que esta consciência também é uma garantia de fortalecimento do atual momento, pelo resgate da memória do cinema e do imaginário de si mesmo;
* Que o atual estágio de amadurecimento coletivo das organizações culturais autônomas amazônidas está em sintonia com o avanço dos movimentos sociais;
* Que o CINECLUBE tem características colaborativas e solidárias, pelo que as suas atividades são desenvolvidas de forma democrática, mediante compromisso ético e cultural, sem fins lucrativos;
* Que as ações de caráter cineclubista dependem de atores voluntários que não economizam esforços para realizar as suas intervenções, na medida em que são amantes do cinema e acreditam na construção de uma cultura visual poética e estética capaz de propor a reflexão crítica amazônida e democratizar a cultura cinematográfica mundial;
* Que os praticantes do cineclubismo consolidam e ampliam os circuitos de exibição e fortalecem uma cadeia produtiva (audiovisual e intelectual) solidária, com investimento na economia local, de modo que para as práticas cineclubistas são fundamentais e para a divulgação das obras cinematográficas, na medida em que as tornam conhecidas da comunidade.
PROPOMOS:
1. Apoio a campanhas e iniciativas promovidas pela Federação Internacional de Cineclubes (FICC) e pelo Conselho Nacional de Cineclubes (CNC);
2. Implementação de políticas públicas de fomento e fortalecimento da atividade cineclubista no Estado de Pará;
3. Estadualização dos editais nacionais do audiovisual;
4. Inclusão de ações de fomento à atividade cineclubista no Plano Estadual de Cultura e nos editais que venham a ser lançados no campo audiovisual paraense;
5. Inclusão da participação de pessoas físicas em editais cineclubistas (o fomento estatal deve assimilar à dinâmica e a complexidade cineclubista como um movimento que não necessariamente está vinculado a entidade com corpo jurídico consolidado);
6. Criação da bolsa-cineclube;
7. Criação de bolsas de pesquisa em cinema e cineclubismo;
8. As ações governamentais devem necessariamente interiorizar as ações cineclubistas;
9. Fortalecimento da Rede Paraense de Cineclubes, fazendo distribuir informação, artigos, cartas, manifestos e vídeos em redes sociais, listas de discussão de redes afins, estreitando a comunicação entre outras redes de cineclubes na Região Amazônica e do mundo;
10. Criação da Comissão Organizadora da JORNADA PARAENSE DE CINECLUBES, com designação de autonomia para desenvolver uma proposta estrutural de realização da mesma;
11. Criação da Federação Paraense de Cineclubes;
12. Apoio as organizações sociais que desenvolvem ações cineclubistas no Estado do Pará;
13. Estímulo à criação e acompanhamento de novos cineclubes, dentro de uma política de economia solidária, embutida em uma estrutura de formação, pesquisa, reflexão, produção, exibição, distribuição e preservação da cultura audiovisual paraense e amazônida;
14. Apoio ao deslocamento para participação dos cineclubes paraenses nos eventos estaduais, nacionais e internacionais;
15. Investimento em publicações referentes ao movimento cineclubista, como artigos, críticas e material impresso de divulgação coletiva das programações;
16. Investimento no Circuito Paraense de Cinema em toda a rede de cineclubes, estadual, nacional e internacional, em parcerias diretas com instituições e empresas;
17. Investimento na distribuição e exibição do acervo de produções do audiovisual paraense e amazônida;
18. Digitalização e disponibilização à comunidade, inclusive pela internet, do acervo do Museu de Imagem e Som – MIS;
19. Promover intercâmbios para fortalecer a rede solidária cineclubista;
20. Inclusão das organizações de cineclubes nos colegiados de decisão das políticas públicas do setor cultural;
21. Participação das organizações de cineclubes nos espaços públicos cinematográficos (Cine-Teatro Líbero Luxardo, Maria Silva Nunes, Cine Acyr Castro e Cinema Olímpia);
22. Inclusão de propostas cineclubistas em projetos como Escola Aberta e outros desta natureza;
23. Criação da CINEMATECA DO PARÁ, com estrutura para consulta e empréstimo de acervo, assim como a criação de um banco de memória e da história do audiovisual e do cineclubismo paraense;
24. Estímulo às práticas cineclubistas em espaços urbanos (praças, ruas, feiras);
25. Investimento em circuitos cineclubistas com a produção audiovisual desenvolvida pelas comunidades paraenses;
26. Fomento aos circuitos cineclubistas itinerantes;
27. Estímulo à produção e difusão cineclubista de filmes destinados ao público infantil;
28. Estímulo à produção e difusão cineclubista de filmes que tenham como tema as comunidades tradicionais;
29. Uso da licença “CREATIVE COMMONS” como política de fomento à produção audiovisual;
30. Distribuição em “CREATIVE COMMONS” dos produtos audiovisuais resultantes de fomentos estatais;
31. Fortalecimento de experiências cineclubistas desenvolvidas no âmbito da administração pública, como o CINE-UEPA, CINE-EGPA, CINE PEDRO VERIANO, SESSÃO CULT, e outras;
32. Investimento para o MAPEAMENTO da produção audiovisual e das práticas cineclubistas paraenses.
Assinam este documento:
CINECLUBES:
Aliança Francesa
Amazonas Douro
Ananin Dance
Argonautas
Boca da Mata (Redenção)
Centro Cultural Brasil Estados Unidos
Cruzeirinho (Soure-Marajó)
Mãe Nangetu
Pedro Veriano
Rede Aparelho
Tela de Rua (Moculma)
PROJETOS:
Azuelar
Cinema de Rua
Resistência Marajoara
Revista Pará Zero Zero
ORGANIZAÇÕES:
Aparelho (REDE)
Argonautas Ambientalistas da Amazônia
Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABDeC-PA)
Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC)
Grupo de Estudos e Pesquisas Culturas e Memórias Amazônicas (CUMA/UEPA)
Fórum dos Povos e das Comunidades Tradicionais
Instituto Cidadania Amazonas
Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social
Inovacine-Fapespa
Irmandade São Benedito
Movimento Cultural da Marambaia – Moculma
Ponto de Cultura Ananin
Ponto de Cultura Cruzeirinho (Soure)
Pontão de Cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil
Rede Audiovisual Norte
Rede Norte de Cineclubes
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Lançamento História, Cinema e outras imagens juvenis
Lançamento
História, Cinema e outras imagens juvenis
Editora da Universidade Federal do Piauí, 2009, ISBN 9788574632728
Organizador
Edwar de Alencar Castelo Branco
Resumo geral:
Os textos que compõem a coletânea expressam um universo multifacetado da pesquisa acadêmica no Brasil ao mesmo tempo em que articulam pesquisadores de diferentes regiões e interesses. Mas algo faz esmaecer a aparência babélica dos estudos: todos indagam sobre o funcionamento social da imagem e, de modo particular, sobre o interesse dos filmes experimentais brasileiros para a pesquisa acadêmica. Quais eram as temáticas mais recorrentes nestes filmes? Quem os fazia? Quais são estes filmes e que conhecimento nós temos deles? O que fazem, o que pensam, como vivem aqueles jovens que promoveram um terrorismo do signo, uma subversão do símbolo e da sintaxe e uma guerrilha semântica como aspectos de uma revolução semiológica que pretendia reconstruir a linguagem e reposicionar a criatividade, tornando-a instrumento de fazimento de seu tempo? Debruçados sobre um período que vai desde a “montagem sonora em música concreta” d’O Pátio (G. Rocha, 1959) até as peripécias experimentais de Jomard Muniz de Brito e Geneton Moraes Neto, pesquisadores de diferentes regiões do Brasil propõem respostas a estas e a outras questões.
Sumário
Apresentação
Rupturas instauradoras e funcionamento social da imagem no Brasil Contemporâneo.
Edwar Castelo Branco
O Pátio e o cinema experimental no Brasil: apontamentos para uma história
das vanguardas cinematográficas.
Rubens Machado Júnior
Recinfernália: sabotagens simbólicas na filmografia superoitista de Jomard
Muniz de Brito.
Edwar de Alencar Castelo Branco
Roniel Sampaio Silva
Dançar sobre as ruínas: Os filmes superoito de Geneton Moraes Neto
Luciana Corrêa de Araújo
Apontamentos em torno do “Cinema Marginal” e do “Cinema Novo”
Alcides Freire Ramos
Os vários caminhos do cinema: cinemanovistas, marginais e a
redefinição da sintaxe cinematográfica
Jaislan Honório Monteiro
Cinema, invenção do diabo?
Teresinha Queiroz
“UNE – somos nós”: a fotografia como gesto, Bahia, 1979.
Ana Maria Mauad
1968: O levante das palavras
Durval Muniz de A. Júnior
Caminhando contra o vento: política e fragmentação identitária nos
Anos 1960
Idelmar Gomes C. Júnior
A metrópole nas fronteiras do silêncio: aura e fantasmagoria no cinema
urbano de Walter Hugo Khouri
Jaison Castro
Palimpsesto fotográfico: Apropriação de antigos retratos como instrumento
de conhecimento e experimentação conceitual
Meire Tavares
Zozilena Froz
Roberto Piva & o Flâneur Surreal em “Paranóia”: uma visão desejante de São Paulo (1963)
Reginaldo Sousa Chaves
Edwar de Alencar Castelo Branco
A cidade que abraça: atravessamentos e caminhadas em filmes Experimentais
Edwar de Alencar Castelo Branco
Renata Flávia de Oliveira Sousa
A contracultura na cinematografia piauiense dos anos 1970.
Frederico Osanan Amorim Lima
Raul Seixas e as tensões culturais no Brasil dos anos 1970
Emília Saraiva Nery
Em busca do Superoutro: impressões de um cinema suicida
Francisco Aristides de O. S. Filho
Izabel de Fátima Cruz Melo
“Para além e para aquém de uma imagem moral e representativa do pensamento, tal como este aparece nos esforços filosóficos racionalistas, esse livro exclama os encontros e intersecções que são capazes de arrancar o ato de pensar de sua posição pateticamente imóvel e pacífica e o instaurar como poesis, fabricação, decifração enfim. Trata-se de um esforço coletivo e plural para pensar sobre as condições de existir no interior das quais as práticas microbianas de alguns brasileiros articulados à grande e multifacetada área da produção artística e, secundariamente, da atuação política juvenil, foram capazes de instaurar a novidade num ambiente e em um tempo pouco afeito a ela”.
Edwar Castelo Branco, excerto da Apresentação do livro.
História, Cinema e outras imagens juvenis
Editora da Universidade Federal do Piauí, 2009, ISBN 9788574632728
Organizador
Edwar de Alencar Castelo Branco
Resumo geral:
Os textos que compõem a coletânea expressam um universo multifacetado da pesquisa acadêmica no Brasil ao mesmo tempo em que articulam pesquisadores de diferentes regiões e interesses. Mas algo faz esmaecer a aparência babélica dos estudos: todos indagam sobre o funcionamento social da imagem e, de modo particular, sobre o interesse dos filmes experimentais brasileiros para a pesquisa acadêmica. Quais eram as temáticas mais recorrentes nestes filmes? Quem os fazia? Quais são estes filmes e que conhecimento nós temos deles? O que fazem, o que pensam, como vivem aqueles jovens que promoveram um terrorismo do signo, uma subversão do símbolo e da sintaxe e uma guerrilha semântica como aspectos de uma revolução semiológica que pretendia reconstruir a linguagem e reposicionar a criatividade, tornando-a instrumento de fazimento de seu tempo? Debruçados sobre um período que vai desde a “montagem sonora em música concreta” d’O Pátio (G. Rocha, 1959) até as peripécias experimentais de Jomard Muniz de Brito e Geneton Moraes Neto, pesquisadores de diferentes regiões do Brasil propõem respostas a estas e a outras questões.
Sumário
Apresentação
Rupturas instauradoras e funcionamento social da imagem no Brasil Contemporâneo.
Edwar Castelo Branco
O Pátio e o cinema experimental no Brasil: apontamentos para uma história
das vanguardas cinematográficas.
Rubens Machado Júnior
Recinfernália: sabotagens simbólicas na filmografia superoitista de Jomard
Muniz de Brito.
Edwar de Alencar Castelo Branco
Roniel Sampaio Silva
Dançar sobre as ruínas: Os filmes superoito de Geneton Moraes Neto
Luciana Corrêa de Araújo
Apontamentos em torno do “Cinema Marginal” e do “Cinema Novo”
Alcides Freire Ramos
Os vários caminhos do cinema: cinemanovistas, marginais e a
redefinição da sintaxe cinematográfica
Jaislan Honório Monteiro
Cinema, invenção do diabo?
Teresinha Queiroz
“UNE – somos nós”: a fotografia como gesto, Bahia, 1979.
Ana Maria Mauad
1968: O levante das palavras
Durval Muniz de A. Júnior
Caminhando contra o vento: política e fragmentação identitária nos
Anos 1960
Idelmar Gomes C. Júnior
A metrópole nas fronteiras do silêncio: aura e fantasmagoria no cinema
urbano de Walter Hugo Khouri
Jaison Castro
Palimpsesto fotográfico: Apropriação de antigos retratos como instrumento
de conhecimento e experimentação conceitual
Meire Tavares
Zozilena Froz
Roberto Piva & o Flâneur Surreal em “Paranóia”: uma visão desejante de São Paulo (1963)
Reginaldo Sousa Chaves
Edwar de Alencar Castelo Branco
A cidade que abraça: atravessamentos e caminhadas em filmes Experimentais
Edwar de Alencar Castelo Branco
Renata Flávia de Oliveira Sousa
A contracultura na cinematografia piauiense dos anos 1970.
Frederico Osanan Amorim Lima
Raul Seixas e as tensões culturais no Brasil dos anos 1970
Emília Saraiva Nery
Em busca do Superoutro: impressões de um cinema suicida
Francisco Aristides de O. S. Filho
Izabel de Fátima Cruz Melo
“Para além e para aquém de uma imagem moral e representativa do pensamento, tal como este aparece nos esforços filosóficos racionalistas, esse livro exclama os encontros e intersecções que são capazes de arrancar o ato de pensar de sua posição pateticamente imóvel e pacífica e o instaurar como poesis, fabricação, decifração enfim. Trata-se de um esforço coletivo e plural para pensar sobre as condições de existir no interior das quais as práticas microbianas de alguns brasileiros articulados à grande e multifacetada área da produção artística e, secundariamente, da atuação política juvenil, foram capazes de instaurar a novidade num ambiente e em um tempo pouco afeito a ela”.
Edwar Castelo Branco, excerto da Apresentação do livro.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Estão abertas as inscrições para cadastrar cineclubes que queiram participar do Vídeo Índio Brasil.
Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição e enviar por e-mail para inscricao@videoindiobrasil.org.br
REGULAMENTO VÍDEO ÍNDIO BRASIL 2010
MOSTRA AUDIOVISUAL COMPOSTA POR FILMES E VÍDEOS COM TEMÁTICAS INDÍGENAS
APRESENTAÇÃO
A Direção-Geral do Vídeo Índio Brasil – Mostra Nacional Vídeo Índio Brasil 2010.
Em edições anteriores, o Vídeo Índio Brasil mostrou que o recurso audiovisual constitui um instrumento cada vez mais importante para revelar a identidade e as tradições das populações de todo o mundo. O projeto inicial contou com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), do Fundo Nacional de Cultura e do Programa Cultura Viva da Secretaria de Cidadania Cultural. O Festival contou, também, com o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério do Turismo. Nesta nova edição o projeto conta ainda com o apoio e parceria do CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.
O projeto consiste na exibição simultânea em 100 (cem) cidades brasileiras inscritas e selecionadas de acordo com as normas e critérios desse regulamento. A programação do Vídeo Índio Brasil será exibida entre os dias 31 de julho a 07 de agosto de 2010, com a projeção dos vídeos e filmes, oficinas, seminário, apresentações, exposições e debates. Todas as atividades terão entrada franca.
Essa iniciativa possibilita um melhor conhecimento do patrimônio indígena, além de contribuir com a criação de uma nova perspectiva cultural que fortaleça as relações entre indígenas e não indígenas.
Os DVD´s do Vídeo Índio Brasil serão enviados gratuitamente a todas as cidades participantes que se comprometam a realizar o evento, assim como as projeções dos filmes de acordo com a programação proposta pela direção-geral, na semana de 31 de julho a 07 de agosto de 2010.
A organização das atividades paralelas como debates, oficinas, apresentações, mostras locais e exposições, não são obrigatórias, ficando a critério de cada responsável local realizá-las.
Cada cineclube ou localidade participante é cadastrado através de um responsável local, que cuidará da realização do evento em sua cidade. Em 2008, cinco cidades participaram do Vídeo Índio Brasil. No ano de 2009 o projeto ampliou seu circuito de exibição para sete cidades sul-mato-grossenses. Para 2010, a terceira edição do Vídeo Índio Brasil objetiva alcançar mais de 100 cidades em todo país.
REGULAMENTO
- As cidades que participaram do projeto em 2009 estarão automaticamente cadastradas para o evento em 2010, mediante confirmação;
- A não confirmação das cidades participantes em 2009 no prazo determinado, autoriza automaticamente a direção-geral do evento a aceitar a inscrição de outro participante;
- A Mostra Nacional do Vídeo Índio Brasil, assim como a programação proposta pela direção-geral para cada dia, deverá ocorrer obrigatoriamente na semana de 31 de julho a 07 de agosto de 2010;
- Cada coordenador local tem a liberdade para realizar atividades paralelas relacionadas com o evento como: Oficinas, debates, seminário, mostras regionais e locais, exposições e apresentações entre outros ( como é sugerido no tópico de atividades associadas ao evento.
- O evento terá entrada franca em todo território nacional;
- O responsável de cada cidade deve garantir: o espaço físico para exibição das mostras, equipamentos necessários a exibição (aparelho de DVD e projetor), a organização e divulgação na sua cidade;
- Todo e qualquer apoio ou patrocínio captado pelo coordenador local para o evento em seu município será por ele administrado, não havendo vínculo com a direção-geral do evento;
- Em contrapartida, os produtores do evento, além do apoio nacional, encaminharão aos responsáveis de cada cidade os DVDs com os programas oficiais da Mostra Nacional do Vídeo Índio Brasil;
- Os DVDs com os programas oficiais serão enviados para o endereço preenchido na ficha de inscrição conforme o campo "Endereço para correspondência";
- A direção-geral do Vídeo Índio Brasil enviará para cada cidade cadastrada, um Manual com todas as instruções, cronograma nacional, plano de trabalho, produção e projeto para busca de apoio local;
- Após a realização do evento, o coordenador de cada cidade, se compromete a enviar por e-mail e/ou correio para a coordenação nacional relatório contendo: material de divulgação, matérias que saíram sobre a mostra, fotos e resumo sobre o Vídeo Índio Brasil em sua cidade. O envio deste material é obrigatório;
A produção nacional do evento, além do apoio nacional, encaminharão aos coordenadores de cada cidade os DVDs com os programas oficiais do VIB 2010.
Após o recebimento do e-mail com a solicitação de participação de sua cidade no projeto, a direção-geral do VIB 2010 enviará um manual com todas as instruções, cronograma nacional, plano de trabalho, produção e projeto para busca de apoio local.
Sugestão de atividades associadas à Mostra Nacional do Vídeo Índio Brasil:
· Apresentações de canto e dança dos grupos musicais indígenas;
· Exposição fotográfica indígena;
· Feira de artesanato Indígena. O evento VIB não tem fins lucrativos. Caso o coordenador local tenha espaço, e queira executar esta atividade a comercialização de artesanato indígena, será realizada estritamente pelos próprios indígenas e o lucro revertido para os próprios artesãos;
· Palestras e debates com especialistas e profissionais em diferentes segmentos da sociedade:
- Representantes dos povos indígenas locais e região, lideranças políticas (caciques), lideranças religiosas (pajés) ou integrantes da comunidade indígena;
- Representantes das Prefeituras, Governo e especialistas em Políticas Públicas voltadas para os Povos Indígenas;
- Nas cidades em que houver representações do INCRA e da FUNAI é fundamental convidar seus representantes para os debates;
- Representantes de Organizações Não-Governamentais (Ong's) que atuam em prol da causa indígena;
- Representantes das Universidades, Professores, Doutores, Mestres universitários, das áreas de conhecimento como Antropologia, Sociologia, Política, Ciências Sociais, História, Direito, Cinema, e/ou que desenvolvam trabalho de pesquisa junto às comunidades indígenas;
- Cineastas, Diretores de cinema, Produtores Culturais e afins.
As cidades inscritas e selecionadas deverão seguir os pressupostos estabelecidos nesse regulamento.
Em caso e dúvidas, entre em contato:
inscricao@videoindiobrasil.org.br
Fones: 51 33985434/ 51 99351195 (Andrea)/ 51 84119771 (Luciana)
CAMPO GRANDE (MS), 08 DE ABRIL DE 2010.
DIREÇÃO-GERAL VÍDEO ÍNDIO BRASIL
AV. AFONSO PENA, 5420 SL. 28
CEP 79041-010
CAMPO GRANDE (MS)
REGULAMENTO VÍDEO ÍNDIO BRASIL 2010
MOSTRA AUDIOVISUAL COMPOSTA POR FILMES E VÍDEOS COM TEMÁTICAS INDÍGENAS
APRESENTAÇÃO
A Direção-Geral do Vídeo Índio Brasil – Mostra Nacional Vídeo Índio Brasil 2010.
Em edições anteriores, o Vídeo Índio Brasil mostrou que o recurso audiovisual constitui um instrumento cada vez mais importante para revelar a identidade e as tradições das populações de todo o mundo. O projeto inicial contou com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), do Fundo Nacional de Cultura e do Programa Cultura Viva da Secretaria de Cidadania Cultural. O Festival contou, também, com o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério do Turismo. Nesta nova edição o projeto conta ainda com o apoio e parceria do CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.
O projeto consiste na exibição simultânea em 100 (cem) cidades brasileiras inscritas e selecionadas de acordo com as normas e critérios desse regulamento. A programação do Vídeo Índio Brasil será exibida entre os dias 31 de julho a 07 de agosto de 2010, com a projeção dos vídeos e filmes, oficinas, seminário, apresentações, exposições e debates. Todas as atividades terão entrada franca.
Essa iniciativa possibilita um melhor conhecimento do patrimônio indígena, além de contribuir com a criação de uma nova perspectiva cultural que fortaleça as relações entre indígenas e não indígenas.
Os DVD´s do Vídeo Índio Brasil serão enviados gratuitamente a todas as cidades participantes que se comprometam a realizar o evento, assim como as projeções dos filmes de acordo com a programação proposta pela direção-geral, na semana de 31 de julho a 07 de agosto de 2010.
A organização das atividades paralelas como debates, oficinas, apresentações, mostras locais e exposições, não são obrigatórias, ficando a critério de cada responsável local realizá-las.
Cada cineclube ou localidade participante é cadastrado através de um responsável local, que cuidará da realização do evento em sua cidade. Em 2008, cinco cidades participaram do Vídeo Índio Brasil. No ano de 2009 o projeto ampliou seu circuito de exibição para sete cidades sul-mato-grossenses. Para 2010, a terceira edição do Vídeo Índio Brasil objetiva alcançar mais de 100 cidades em todo país.
REGULAMENTO
- As cidades que participaram do projeto em 2009 estarão automaticamente cadastradas para o evento em 2010, mediante confirmação;
- A não confirmação das cidades participantes em 2009 no prazo determinado, autoriza automaticamente a direção-geral do evento a aceitar a inscrição de outro participante;
- A Mostra Nacional do Vídeo Índio Brasil, assim como a programação proposta pela direção-geral para cada dia, deverá ocorrer obrigatoriamente na semana de 31 de julho a 07 de agosto de 2010;
- Cada coordenador local tem a liberdade para realizar atividades paralelas relacionadas com o evento como: Oficinas, debates, seminário, mostras regionais e locais, exposições e apresentações entre outros ( como é sugerido no tópico de atividades associadas ao evento.
- O evento terá entrada franca em todo território nacional;
- O responsável de cada cidade deve garantir: o espaço físico para exibição das mostras, equipamentos necessários a exibição (aparelho de DVD e projetor), a organização e divulgação na sua cidade;
- Todo e qualquer apoio ou patrocínio captado pelo coordenador local para o evento em seu município será por ele administrado, não havendo vínculo com a direção-geral do evento;
- Em contrapartida, os produtores do evento, além do apoio nacional, encaminharão aos responsáveis de cada cidade os DVDs com os programas oficiais da Mostra Nacional do Vídeo Índio Brasil;
- Os DVDs com os programas oficiais serão enviados para o endereço preenchido na ficha de inscrição conforme o campo "Endereço para correspondência";
- A direção-geral do Vídeo Índio Brasil enviará para cada cidade cadastrada, um Manual com todas as instruções, cronograma nacional, plano de trabalho, produção e projeto para busca de apoio local;
- Após a realização do evento, o coordenador de cada cidade, se compromete a enviar por e-mail e/ou correio para a coordenação nacional relatório contendo: material de divulgação, matérias que saíram sobre a mostra, fotos e resumo sobre o Vídeo Índio Brasil em sua cidade. O envio deste material é obrigatório;
A produção nacional do evento, além do apoio nacional, encaminharão aos coordenadores de cada cidade os DVDs com os programas oficiais do VIB 2010.
Após o recebimento do e-mail com a solicitação de participação de sua cidade no projeto, a direção-geral do VIB 2010 enviará um manual com todas as instruções, cronograma nacional, plano de trabalho, produção e projeto para busca de apoio local.
Sugestão de atividades associadas à Mostra Nacional do Vídeo Índio Brasil:
· Apresentações de canto e dança dos grupos musicais indígenas;
· Exposição fotográfica indígena;
· Feira de artesanato Indígena. O evento VIB não tem fins lucrativos. Caso o coordenador local tenha espaço, e queira executar esta atividade a comercialização de artesanato indígena, será realizada estritamente pelos próprios indígenas e o lucro revertido para os próprios artesãos;
· Palestras e debates com especialistas e profissionais em diferentes segmentos da sociedade:
- Representantes dos povos indígenas locais e região, lideranças políticas (caciques), lideranças religiosas (pajés) ou integrantes da comunidade indígena;
- Representantes das Prefeituras, Governo e especialistas em Políticas Públicas voltadas para os Povos Indígenas;
- Nas cidades em que houver representações do INCRA e da FUNAI é fundamental convidar seus representantes para os debates;
- Representantes de Organizações Não-Governamentais (Ong's) que atuam em prol da causa indígena;
- Representantes das Universidades, Professores, Doutores, Mestres universitários, das áreas de conhecimento como Antropologia, Sociologia, Política, Ciências Sociais, História, Direito, Cinema, e/ou que desenvolvam trabalho de pesquisa junto às comunidades indígenas;
- Cineastas, Diretores de cinema, Produtores Culturais e afins.
As cidades inscritas e selecionadas deverão seguir os pressupostos estabelecidos nesse regulamento.
Em caso e dúvidas, entre em contato:
inscricao@videoindiobrasil.org.br
Fones: 51 33985434/ 51 99351195 (Andrea)/ 51 84119771 (Luciana)
CAMPO GRANDE (MS), 08 DE ABRIL DE 2010.
DIREÇÃO-GERAL VÍDEO ÍNDIO BRASIL
AV. AFONSO PENA, 5420 SL. 28
CEP 79041-010
CAMPO GRANDE (MS)
Os games e o cinema: quem influencia quem?
O Laboratório de Investigação Audiovisual (LIA) do Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF, com o apoio do Midia Lab do Instituto de Computação e da Faculdade de Engenharia
convida para a palestra
Os games e o cinema: quem influencia quem?
Proferida pelo Prof. André Blanchard,
Diretor da Universidade Internacional de Multimídia (UIM)
e professor da Universidade do Quebec em Abitibi-Témiscamingue (UQAT), campus de Rouyn-Noranda
Dia 24 de maio, 2ª. feira, de 14:00 às 16:00 na sala 330 , Bloco D
Escola de Engenharia
UFF
Rua Passo da Pátria, 156, São Domingos - Niterói, RJ, 24210-240
convida para a palestra
Os games e o cinema: quem influencia quem?
Proferida pelo Prof. André Blanchard,
Diretor da Universidade Internacional de Multimídia (UIM)
e professor da Universidade do Quebec em Abitibi-Témiscamingue (UQAT), campus de Rouyn-Noranda
Dia 24 de maio, 2ª. feira, de 14:00 às 16:00 na sala 330 , Bloco D
Escola de Engenharia
UFF
Rua Passo da Pátria, 156, São Domingos - Niterói, RJ, 24210-240
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
net@art
Net@rt: as múltiplas experiências nos espaços diversos.
As circunstâncias da arte na internet refletem ações artísticas que compartilham um processo de intervenção midiática. Integram trabalhos e se apropriam de outras obras, buscam o inacabado para permitirem que a obra esteja aberta. Os movimentos são pré-programados, podendo, porém, o interagente transitar por espaços variados, tendo autonomia de continuar ou interromper. O objeto é abstrato e manipulável num espaço construído.
Navegar na internet é uma prática atual, os conceitos que acompanham o discurso da NetArt são condições estéticas impostas pela contemporaneidade e caminham para as mais diversas áreas de produção. Passa a ser um novo circuito e uma rede de conexões entre práticas artísticas. Ao invés do observador ir até ao espaço físico para ter contato com a obra, o encontro se dá pela tela do computador, num contato virtual através da internet.
Há um paradoxo: o uso é virtualmente coletivo, contudo, a experiência física é individual e até mesmo solitária.
Nesse universo, a NetArt é um prenúncio das relações corpo-máquina e, também, corpo-máquina-corpo. É base de uma arte não-linear em ambientes de fluxos contínuos de informação.
Não se trata de abordar apenas o monitor, como outro veículo, tipo a televisão, trata-se de verificar a linguagem que transita e dialoga indistintamente por vários campos da arte. Trata-se de interagir, mesmo que minimamente, com o que está exposto.
A arte na internet é desconfigurada frente à representação visual no contexto da imagem digital vivenciada em tempo real ao acontecimento único.
Faz-se a obra interativa com as linguagens da programação computacional em conjunto com a virtualidade do ciberespaço. As mais variadas manifestações dialogam na contemporaneidade através da internet.
A NetArt é a arte da comunicação.
A idéia de internet traz a possibilidade de reformatar diversas estratégias de criação a partir da noção de programação. É linguagem sem território, desmaterializada, fragmentada, sendo possível construir mil maneiras de produção artística.
Com os artistas e seus projetos poéticos, podemos fazer parte da criação, interagindo, modificando a obra, numa espécie de co-autoria compartilhada, traçando um caminho particular de leitura e interpretação.
“Ver é se ver vendo”- Merleau Ponty.
É importante termos a consciência de uma obra em processo, inacabada, em movimento e transformação. O ecletismo, a sintetização das artes e re-apropriação de estilos são características da NetArt.
As conexões e misturas são parte de um processo estabelecido a partir dos mecanismos de interface, onde o foco de atenção se encontra entre os deslocamentos dos meios representados por imagens e sons eletrônicos.
O compartilhamento de imagens disponíveis significa um complexo eletrônico que passa por acervos e bancos de dados.
No circuito da web podemos encontrar as redes de comunicação, o hipertexto, a hipermídia, numa dinâmica interativa e colaborativa que a internet possibilita. Trabalhos híbridos nas mais variadas práticas entre o espaço físico e o virtual (ciberespaço).
A obra armazenada na memória do computador, disponível em rede, é facilmente manipulável, transformado e renovado mediante diálogo, num feedback entre criador – computador – objeto - internauta/participador. São não-objetos e não-locais, mas são trabalhos artísticos que não só abrem possibilidades, como convidam e compartilham experiências estabelecidas por esta cultura (digital).
A arte na rede pressupõe a interdisciplinaridade por experimentações relacionais e situacionais.
No site WWW.nomuque.net, por exemplo, encontramos situações diversas, as quais transitam trabalhos num espaço labiríntico, não hierárquico, de obras diversas, como apropriações da arte clássica, do passado, da história e etc.
Verifica-se, dentro deste site, o espaço de poesia sonora chamado, “balalaica”, que a palavra significa um instrumento de cordas do folclore russo e típico deste país.
Neste espaço encontra-se um velho toca-fitas e uma série de fitas analógicas representadas na tela. Tem-se a possibilidade de arrastar, com o mouse, qualquer fita para dentro do aparelho, ouvindo, então, o que está dentro dele.
Dentro destas fitas há os mais variados sons, desde “DIAS DIAS DIAS” de Augusto de Campos (1959), com tradução e voz de Caetano Veloso (1975) a “BALALAICA”, de Maiakóvski (1913) e tradução de Augusto de Campos, entre muitos outros numa mistura de gêneros clássicos. O próprio internauta pode colocar mais de um som em paralelo, criando uma sonoridade outra, diferente de qualquer som, podendo ser experimentado apenas pelo próprio observador naquele momento.
Neste mesmo site, pode-se conferir a ARTERIV onde associa-se imagens e sons, também o DISCERNIR, que é uma coletânia de textos e imagens e o ARTEIA 8, um espaço rotativo onde pode-se conferir trabalhos de diversos artistas, podendo escolher quais e em que momento ver cada um. É um misto de imagens, sons, expressões e idéias. Não vê-se o site como obra em si, como um trabalho de arte, como por exemplo mouchette.org.
O site mouchette.org é um espaço artístico, que não abriga, apenas, trabalhos artísticos, porém, o próprio espaço já é uma obra de arte. Se dialoga textualmente e se pode acessar janelas dentro de outras janelas, um misto de imagens e sons cheios de significados. Um espaço interativo onde se tem a proposta de estar visitando um site de uma menina de 13 anos, coloca-se diversas questões que não gostaria de entrar no mérito aqui.
Já o nomuque.net abriga trabalhos artísticos e é utilizado para publicidade também. Portanto, a forma de como os trabalhos são agrupados no site NOMUQUE.NET, tanto no espaço ARTERIA 8, como no DISCERNIR, no ARTERIV e BALALAICA, apesar de não ser um site que já é a própria obra em si mesmo, são espaços criativos, interativos e que abrigam trabalhos artísticos, que mexem com o imaginário visual, mesmo quando a experiência é sonora.
As fotografias, os vídeos, os desenhos, os sons, as imagens em geral são fragmentadas, compartilhados como colagens, num discurso não-linear de recombinações. É um site de um coletivo poético sonoro, muitas vezes crítico, noutras, lúdico. Ou crítico e lúdico ao mesmo tempo. O virtual extraído do real.
O vídeo na internet: o espaço re@l que se torna virtu@l e vice-versa.
O espaço real muitas vezes é compartilhado com as imagens em movimento do vídeo através da internet, tornando-se, assim, um espaço virtual.
A facilidade nos últimos anos de se obter um equipamento que grava som e imagem aumentou bastante, facilitando esta forma de comunicação. Nos dias de hoje, é possível fazer vídeos com o celular, câmeras fotográficas ou uma pequena mini-dv, capazes de capturar imagens com razoável resolução. O ambiente interativo da internet é propício para abrigar estes trabalhos vídeofonográficos. O século XXI é o século da tectonolia digital.
O vídeo é utilizado em procedimentos artísticos relacionados às linguagens digitais e de interatividade. Cria-se uma ponte visual entre o espaço físico e o virtual na vídeo-conferência ou com a web-can. Ao mesmo tempo que se tem uma aproximação (virtual), há uma distância (física).
As performances ao vivo são mediadas por estes veículos e estas trocas são possíveis apenas através delas, a telepresença é nômade que se abre numa complexa rede de comunicação e se dilui no hibridismo, passando por diferentes circuitos midiáticos e canais receptivos. O corpo dialoga com a máquina que dialoga com o outro, a máquina em rede torna possível a troca de experiências, o artista também torna-se observador. Se o artista esta utilizando o espaço virtual para se expressar, o observador no espaço real está no espaço virtual para o artista, como num espelho, citando mais uma vez, Merleau Ponty: “Ver é ser visto”.
Eduardo Kac é uma grande exemplo de um artista que trabalha com poesia visual, bio-tecnologoa, interfaces, interatividade e telepresença. Seu trabalho de âmbito tecnológico e experimental pode ser encontrado no site www.ekac.org.
Kac trabalha com natureza e tecnologia, uma de suas instalações interativas é o “Teleporting an unknown state”, no qual, pessoas de qualquer lugar do mundo apontam suas web-cans para o céu e, através da internet, transmitindo a luz do sol para dentro de uma galeria de arte, onde se encontra uma planta e fótons capturados são direcionados a ela, fazendo com que a planta cresça. As imagens das câmeras transportadoras de luz solar acontecem em tempo real, vindas de lugares diversos. O processo de crescimento da planta tambem foi transmitido, via internet, ao mundo, permindo os internautas acompanharem e também intervirem.
Mail@rt
A Arte Correio, segundo Paulo Bruscky, no texto, “Arte Correio e a Grande rede: hoje, a arte é este comunicado” , é uma saída para a própria arte, uma fuga, uma experiência anárquica mesmo, “antiburguesa, anticomercial, anti-sistema, tc.”
Para ele, os artistas que utilizaram o correio e a internet fizeram uma corrente em que a arte cumpre com suas principais funções: “a informação, protesto e denúncia”. A arte passeia por diversos lugares, passa por diversas pessoas, até voltar para o transmissor através de envelopes, fax, cartas, etc. Nãoé apenas enviar um objeto artístico pelo correio, mas o próprio correio faz parte da obra, como veículo, como meio e como fim.
Bruscky diz que Marcel Duchamp é o pioneiro da Arte Postal.
A Mail Art surge na década de 60 com o grupo Fluxos.
Aqui no Brasil, Gilberto Prado desenvolve trabalhos de arte e comunicação a partir da década de 80 com atuações em tempo real. Também pesquisador (wawrw.iar.unicamp.br), participou de um projeto chamado “telescanfax” em 1991 em Paris, onde o autor interpretava com suas próprias palavras a leitura de imagens de televisão com scanner de mão e enviando imagens transformadas a outro lugar por fax-modem. Seu trabalho, “La vendeuse de fer à repasser”, veio de Paris para um grupo de artistas que estavam no Rio, numa exposição chamada Luz Elástica, organizada por Eduardo Kac no MAM.
A Web-instalação de Prado, “Depois do Turismo vem o colunismo” é um portal monitorado por duas web-cans funcionando em tempo real.
Em 2002 o grupo Corpos Informáticos realiza o trabalho “Macula@corpos”, performance em telepresença.
Para Julio Plaza, no texto, “Mail Art: arte em sincronia”, na Mail Art se predomina a mistura de meios e de linguagens e o jogo é invadir outros espaços-tempos.
Priscilla Duarte
2009/01
Bibliografia:
Alex Primo.. “Quão interativo é o hipertexto?: da interface potencial à escrita coletiva.
André Lemos. “Arte Eletrônica e Cibercultura”.
Christine Mello. Cap. VI- Compartilhamento do Vídeo. In: Extremidades do Vídeo.
Julio Plaza. “Mail Art: arte em sincronia”. In: Escritos de Artista- anos 60-70. Glória Ferreira e Cecília Cotrim (orgs.)
Paulo Bruscky. “Arte Correio e a grande rede: hoje, a arte é este comunicado”. In: Escritos de Artista- anos 60-70. Glória Ferreira e Cecília Cotrim (orgs.)
As circunstâncias da arte na internet refletem ações artísticas que compartilham um processo de intervenção midiática. Integram trabalhos e se apropriam de outras obras, buscam o inacabado para permitirem que a obra esteja aberta. Os movimentos são pré-programados, podendo, porém, o interagente transitar por espaços variados, tendo autonomia de continuar ou interromper. O objeto é abstrato e manipulável num espaço construído.
Navegar na internet é uma prática atual, os conceitos que acompanham o discurso da NetArt são condições estéticas impostas pela contemporaneidade e caminham para as mais diversas áreas de produção. Passa a ser um novo circuito e uma rede de conexões entre práticas artísticas. Ao invés do observador ir até ao espaço físico para ter contato com a obra, o encontro se dá pela tela do computador, num contato virtual através da internet.
Há um paradoxo: o uso é virtualmente coletivo, contudo, a experiência física é individual e até mesmo solitária.
Nesse universo, a NetArt é um prenúncio das relações corpo-máquina e, também, corpo-máquina-corpo. É base de uma arte não-linear em ambientes de fluxos contínuos de informação.
Não se trata de abordar apenas o monitor, como outro veículo, tipo a televisão, trata-se de verificar a linguagem que transita e dialoga indistintamente por vários campos da arte. Trata-se de interagir, mesmo que minimamente, com o que está exposto.
A arte na internet é desconfigurada frente à representação visual no contexto da imagem digital vivenciada em tempo real ao acontecimento único.
Faz-se a obra interativa com as linguagens da programação computacional em conjunto com a virtualidade do ciberespaço. As mais variadas manifestações dialogam na contemporaneidade através da internet.
A NetArt é a arte da comunicação.
A idéia de internet traz a possibilidade de reformatar diversas estratégias de criação a partir da noção de programação. É linguagem sem território, desmaterializada, fragmentada, sendo possível construir mil maneiras de produção artística.
Com os artistas e seus projetos poéticos, podemos fazer parte da criação, interagindo, modificando a obra, numa espécie de co-autoria compartilhada, traçando um caminho particular de leitura e interpretação.
“Ver é se ver vendo”- Merleau Ponty.
É importante termos a consciência de uma obra em processo, inacabada, em movimento e transformação. O ecletismo, a sintetização das artes e re-apropriação de estilos são características da NetArt.
As conexões e misturas são parte de um processo estabelecido a partir dos mecanismos de interface, onde o foco de atenção se encontra entre os deslocamentos dos meios representados por imagens e sons eletrônicos.
O compartilhamento de imagens disponíveis significa um complexo eletrônico que passa por acervos e bancos de dados.
No circuito da web podemos encontrar as redes de comunicação, o hipertexto, a hipermídia, numa dinâmica interativa e colaborativa que a internet possibilita. Trabalhos híbridos nas mais variadas práticas entre o espaço físico e o virtual (ciberespaço).
A obra armazenada na memória do computador, disponível em rede, é facilmente manipulável, transformado e renovado mediante diálogo, num feedback entre criador – computador – objeto - internauta/participador. São não-objetos e não-locais, mas são trabalhos artísticos que não só abrem possibilidades, como convidam e compartilham experiências estabelecidas por esta cultura (digital).
A arte na rede pressupõe a interdisciplinaridade por experimentações relacionais e situacionais.
No site WWW.nomuque.net, por exemplo, encontramos situações diversas, as quais transitam trabalhos num espaço labiríntico, não hierárquico, de obras diversas, como apropriações da arte clássica, do passado, da história e etc.
Verifica-se, dentro deste site, o espaço de poesia sonora chamado, “balalaica”, que a palavra significa um instrumento de cordas do folclore russo e típico deste país.
Neste espaço encontra-se um velho toca-fitas e uma série de fitas analógicas representadas na tela. Tem-se a possibilidade de arrastar, com o mouse, qualquer fita para dentro do aparelho, ouvindo, então, o que está dentro dele.
Dentro destas fitas há os mais variados sons, desde “DIAS DIAS DIAS” de Augusto de Campos (1959), com tradução e voz de Caetano Veloso (1975) a “BALALAICA”, de Maiakóvski (1913) e tradução de Augusto de Campos, entre muitos outros numa mistura de gêneros clássicos. O próprio internauta pode colocar mais de um som em paralelo, criando uma sonoridade outra, diferente de qualquer som, podendo ser experimentado apenas pelo próprio observador naquele momento.
Neste mesmo site, pode-se conferir a ARTERIV onde associa-se imagens e sons, também o DISCERNIR, que é uma coletânia de textos e imagens e o ARTEIA 8, um espaço rotativo onde pode-se conferir trabalhos de diversos artistas, podendo escolher quais e em que momento ver cada um. É um misto de imagens, sons, expressões e idéias. Não vê-se o site como obra em si, como um trabalho de arte, como por exemplo mouchette.org.
O site mouchette.org é um espaço artístico, que não abriga, apenas, trabalhos artísticos, porém, o próprio espaço já é uma obra de arte. Se dialoga textualmente e se pode acessar janelas dentro de outras janelas, um misto de imagens e sons cheios de significados. Um espaço interativo onde se tem a proposta de estar visitando um site de uma menina de 13 anos, coloca-se diversas questões que não gostaria de entrar no mérito aqui.
Já o nomuque.net abriga trabalhos artísticos e é utilizado para publicidade também. Portanto, a forma de como os trabalhos são agrupados no site NOMUQUE.NET, tanto no espaço ARTERIA 8, como no DISCERNIR, no ARTERIV e BALALAICA, apesar de não ser um site que já é a própria obra em si mesmo, são espaços criativos, interativos e que abrigam trabalhos artísticos, que mexem com o imaginário visual, mesmo quando a experiência é sonora.
As fotografias, os vídeos, os desenhos, os sons, as imagens em geral são fragmentadas, compartilhados como colagens, num discurso não-linear de recombinações. É um site de um coletivo poético sonoro, muitas vezes crítico, noutras, lúdico. Ou crítico e lúdico ao mesmo tempo. O virtual extraído do real.
O vídeo na internet: o espaço re@l que se torna virtu@l e vice-versa.
O espaço real muitas vezes é compartilhado com as imagens em movimento do vídeo através da internet, tornando-se, assim, um espaço virtual.
A facilidade nos últimos anos de se obter um equipamento que grava som e imagem aumentou bastante, facilitando esta forma de comunicação. Nos dias de hoje, é possível fazer vídeos com o celular, câmeras fotográficas ou uma pequena mini-dv, capazes de capturar imagens com razoável resolução. O ambiente interativo da internet é propício para abrigar estes trabalhos vídeofonográficos. O século XXI é o século da tectonolia digital.
O vídeo é utilizado em procedimentos artísticos relacionados às linguagens digitais e de interatividade. Cria-se uma ponte visual entre o espaço físico e o virtual na vídeo-conferência ou com a web-can. Ao mesmo tempo que se tem uma aproximação (virtual), há uma distância (física).
As performances ao vivo são mediadas por estes veículos e estas trocas são possíveis apenas através delas, a telepresença é nômade que se abre numa complexa rede de comunicação e se dilui no hibridismo, passando por diferentes circuitos midiáticos e canais receptivos. O corpo dialoga com a máquina que dialoga com o outro, a máquina em rede torna possível a troca de experiências, o artista também torna-se observador. Se o artista esta utilizando o espaço virtual para se expressar, o observador no espaço real está no espaço virtual para o artista, como num espelho, citando mais uma vez, Merleau Ponty: “Ver é ser visto”.
Eduardo Kac é uma grande exemplo de um artista que trabalha com poesia visual, bio-tecnologoa, interfaces, interatividade e telepresença. Seu trabalho de âmbito tecnológico e experimental pode ser encontrado no site www.ekac.org.
Kac trabalha com natureza e tecnologia, uma de suas instalações interativas é o “Teleporting an unknown state”, no qual, pessoas de qualquer lugar do mundo apontam suas web-cans para o céu e, através da internet, transmitindo a luz do sol para dentro de uma galeria de arte, onde se encontra uma planta e fótons capturados são direcionados a ela, fazendo com que a planta cresça. As imagens das câmeras transportadoras de luz solar acontecem em tempo real, vindas de lugares diversos. O processo de crescimento da planta tambem foi transmitido, via internet, ao mundo, permindo os internautas acompanharem e também intervirem.
Mail@rt
A Arte Correio, segundo Paulo Bruscky, no texto, “Arte Correio e a Grande rede: hoje, a arte é este comunicado” , é uma saída para a própria arte, uma fuga, uma experiência anárquica mesmo, “antiburguesa, anticomercial, anti-sistema, tc.”
Para ele, os artistas que utilizaram o correio e a internet fizeram uma corrente em que a arte cumpre com suas principais funções: “a informação, protesto e denúncia”. A arte passeia por diversos lugares, passa por diversas pessoas, até voltar para o transmissor através de envelopes, fax, cartas, etc. Nãoé apenas enviar um objeto artístico pelo correio, mas o próprio correio faz parte da obra, como veículo, como meio e como fim.
Bruscky diz que Marcel Duchamp é o pioneiro da Arte Postal.
A Mail Art surge na década de 60 com o grupo Fluxos.
Aqui no Brasil, Gilberto Prado desenvolve trabalhos de arte e comunicação a partir da década de 80 com atuações em tempo real. Também pesquisador (wawrw.iar.unicamp.br), participou de um projeto chamado “telescanfax” em 1991 em Paris, onde o autor interpretava com suas próprias palavras a leitura de imagens de televisão com scanner de mão e enviando imagens transformadas a outro lugar por fax-modem. Seu trabalho, “La vendeuse de fer à repasser”, veio de Paris para um grupo de artistas que estavam no Rio, numa exposição chamada Luz Elástica, organizada por Eduardo Kac no MAM.
A Web-instalação de Prado, “Depois do Turismo vem o colunismo” é um portal monitorado por duas web-cans funcionando em tempo real.
Em 2002 o grupo Corpos Informáticos realiza o trabalho “Macula@corpos”, performance em telepresença.
Para Julio Plaza, no texto, “Mail Art: arte em sincronia”, na Mail Art se predomina a mistura de meios e de linguagens e o jogo é invadir outros espaços-tempos.
Priscilla Duarte
2009/01
Bibliografia:
Alex Primo.. “Quão interativo é o hipertexto?: da interface potencial à escrita coletiva.
André Lemos. “Arte Eletrônica e Cibercultura”.
Christine Mello. Cap. VI- Compartilhamento do Vídeo. In: Extremidades do Vídeo.
Julio Plaza. “Mail Art: arte em sincronia”. In: Escritos de Artista- anos 60-70. Glória Ferreira e Cecília Cotrim (orgs.)
Paulo Bruscky. “Arte Correio e a grande rede: hoje, a arte é este comunicado”. In: Escritos de Artista- anos 60-70. Glória Ferreira e Cecília Cotrim (orgs.)
sexta-feira, 10 de abril de 2009
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